Prof. Filosofia/Psicologia in Ílhavo, Aveiro, Portugal
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Maria Isabel Rosetewrote:
O Tempo II
Vivemos a vã aspiração De controlar esse naco de nós, Pela minuciosa máquina do Tempo Que o nosso pulso, Nem sempre, Suporta. O relógio está aí! Voltado, Sempre voltado, Para os nossos olhos; Para os olhos de todos os outros, Expectantes, Ávidos, Ansiosos… Por um tempo vindouro Onde qualquer ideal Possa ser consumado, Ad eternum. Que ilusão Somos nós, Homens, Criaturas temporais, De rosto encoberto! Entes de palpites in-constantes, Também somos, Conscientes ou in-conscientes, No pulsar de um Mundo, Que nunca adormece. Buliçoso E turbulento, Gira sobre nós próprios, O Tempo, Em raios de luz ou de escuridão. Move-nos, Dentro e fora Das nossas órbitas, Nem sempre con-cêntricas… Conduz-nos, Para o topos debilitado Da nossa condição, De estritos seres de passagem… Em digressão, No subterfúgio incógnito, Da nossa con-fusão. Isabel Rosete
May 22
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Maria Isabel Rosetewrote:
Saudades do Futuro
Vivemos entre o hoje E o amanhã, Num constante deambular Para a frente e para trás, Para o agora, Que é, E logo deixa de ser, Em escassos instantes. A inconsciente efemeridade Do Presente Ilude-nos e atraiçoa-nos. Balança-nos Na corda-bamba Do equilibrista. E o passado? O passado? Já foi. Mas, ainda é, Na Memória, Que ao presente o trás E o determina. O futuro, Essa incógnita permanente, Há-de vir, Um dia, Nem que seja no derradeiro momento Do nosso falecimento corporal. Isabel Rosete
May 7
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Maria Isabel Rosetewrote:
Revolta
Aniquilemos Todos os opressores, Todos os vendedores De “banha da cobra”, Todos os retóricos, Todos os sofistas. Recusemos O parecer-ser, A vulgaridade instituída Pelo consumismo exacerbado, A identidade imposta, Que nos devora as entranhas. Soltemos Todas as máscaras encobertas, Todos os visos deformados Pela glória das estátuas amputadas, Pelo sopro sórdido Das vozes maledicentes. Criemos Um Mundo novo, Uma outra escala de valores Sem freios totalitários, Sem sombras escusas, Sem opacos véus. Pairemos Sobre as Estrelas, Fontes das essências, Camufladas pela trivialidade Das vivências desnorteadas, Das mentes bicéfalas. Alimentemos O pensamento do Ser, Fundamento do desabrochar De todas as coisas, Nascente musical Dos sons eternos. Isabel Rosete
May 7
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Maria Isabel Rosetewrote:
Postos os olhos
Nos céus claros, Escuto o Infinito. O brilho das Estrelas Ilumina-me a Alma, Destroçada, Pelas mazelas da Vida Vivida, Em derredor do Nada. Isabel Rosete
May 7
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Claudio Pereirawrote:
voltei ao seu espaço para reler a sua prosa poética, onde pontifica traços de escrita social e critíca (espírito de natal)
amor místico (os tons) descrente (a fonte de fé) homenagem ou dedicação (a bailarina) refúgio ou fugas (antes que o sol desponte) preocupação pela natureza (a natureza gosta de se esconder) e etc... noto uma grande deversidade na sua escrita que não se prende, mas solta-se por várias temáticas. parabéns. ... e um elogio grande para o poema (somos amantes). cumprimentos e até sempre.
Apr. 13
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